A Rádio

Rádio Brasil: 60 anos de comunicação

Por volta de 1948, em uma época onde esta região ainda era sertão em fase de colonização e criação de seus primeiros municípios, o pioneirismo dos irmãos Pedroso - José Correa, Abel e Sinézio - cria a rede de Emissoras Brasil, com sede em Campinas e filiais em cidades do interior do estado: Adamantina, Dracena e Tupi Paulista.

Em comum acordo entre os sócios e emissoras da Alta Paulista, desmembra-se após alguns anos a rede. Assume o comando o então deputado José Correa Pedroso Júnior.

Posteriormente as emissoras foram vendidas para funcionários ou gerentes capacitados para continuar o trabalho.

A Rádio Brasil de Adamantina entrou no “Ar” em caráter experimental no dia 18 de dezembro de 1948, antes mesmo da cidade ter conseguido a sua emancipação político-administrativa, o que veio a acontecer em 1949. Porém, o aniversário da emissora é comemorado em 30 de setembro de 1949, tempo necessário para conseguir a documentação exigida, operando em definitivo.

Apesar dos obstáculos - poucos anúncios e alto investimento sem retorno - Pedroso Júnior acreditou na evolução do rádio adamantinense, lutou e participou de todas as conquistas em benefício do povo em suas jornadas memoráveis.

O primeiro gerente da emissora foi o cunhado de Abel Pedroso; Enio Rocha foi o segundo e Octavio Cesc o terceiro. Entre 1953 e 1956 chegou um dos personagens mais importantes da história da Rádio Brasil: Newton Barreto, possibilitando o início de José Mário Toffoli no rádio (1955), o maior repórter da história da rádio.

Fauser Antonio dos Santos, profissional importantíssimo na história da emissora, assume a gerência em 1959.

Em 31 de outubro de 1967 estreou o jovem Jonas Bonassa que tornasse o grande sucesso do rádio do interior paulista nas décadas de 1970 e 1980 já com o nome artístico de Sabiá. Sendo promovido a sub-gerente da emissora.

No ano de 1979 Pedroso Jr. vendeu a Brasil para os adamantinenses Fauser Santos, Jonas Bonassa e José Mário Toffoli, militantes na emissora há anos.

No alvorecer dos anos 80 a emissora passou por uma reformulação total em equipamentos, um novo parque técnico (chácara dos transmissores) e dinamização da programação, com ênfase as reportagens e transmissões esportivas, políticas, culturais e religiosas, sendo uma das primeiras a transmitir jogos de futebol e eventos ao vivo dos estádios Morumbi e Pacaembu em São Paulo.

A família Bonassa assumiu integralmente em 1994 a direção da Rádio Brasil de Adamantina, época em que foi criado o GJC - Grupo Jóia de Comunicação, composto pelas rádios Brasil AM, Jóia AM, 93 FM em Adamantina e NOVA 102 FM na cidade de Garça.

O GJC revoluciona o rádio substituindo todo antigo sistema analógico: toca-discos, tape-deck e os lendários gravadores Akai por computadores de última geração, sendo assim, informatizada sua programação musical e comercial.

No início do século XXI, Fabrício Bonassa, um dos 5 filhos de Jonas Bonassa, torna-se responsável pela Rádio Brasil, ano em que a emissora adquire o transmissor digital em estado sólido, aumentando a altura da torre de transmissão da emissora, levando assim o nome de Adamantina para muito mais longe.

Em 2005, enfim, todas as fronteiras e distâncias terminaram com a era da internet. A Rádio Brasil de Adamantina, que começou de um sonho na alta zona da mata no final da década de 1940, passou a transmitir sua programação para o mundo todo pelo site www.radiobrasilam.com.br

Acompanhar todas as tendências tecnológicas é o compromisso da “super Brasil”, que sempre está à frente da comunicação, na espera de conclusões e autorizações do Ministério das Comunicações para chegar ao seu ápice: o rádio AM digital no país, quando será colocada a Rádio Brasil definitivamente na Era Digital do Rádio.

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